Rodrigo Pacheco preside o Senado Federal e sonha se manter por lá por mais dois anos; Alcolumbre quer se manter na CCJ ou ser vice-presidente do Senado.
No próximo biênio, o senador Davi Alcolumbre promete apoiar a recondução do colega Rodrigo Pacheco em troca do senador mineiro retribuir o gesto no segundo biênio no mandato.
Mas no meio do caminho tem a advogada e ex-ministra Damares Alves, senadora eleita pelo DF, fato que pode acabar de vez com o sonho da dupla política que covardemente se omite e prevarica há tempos no comando do Senado Federal. Mas precisamos voltar ao tempo para entender o caso.
DAVI ALCOLUMBRE
O senador Davi Alcolumbre construiu uma carreira meteórica no Amapá: estreou na política em 2002, foi vereador e deputado e chegou ao Senado em 2014. Quatro anos depois, tornou-se, aos 41 anos, o mais jovem presidente da Casa desde a redemocratização do país.

Alcolumbre foi eleito presidente do Senado para o biênio 2019/2020 com o importante apoio do recém eleito presidente Jair Bolsonaro, à quem fez juras de amor e respeito à democracia e à Constituição. Após ser eleito, tempos depois virou as costas para Bolsonaro e passou a seguir a cartilha do establishment que ressuscitou Lula de volta ao tabuleiro político.
No meio do caminho, o senador do Amapá passou a trabalhar fortemente contra o governo bolsonarista nos bastidores e no plenário. Foi uma decepção gigante no Planalto ter apoiado o senador do Amapá.
Em 2021, o presidente Jair Bolsonaro se queixou da postura do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que “sentou em cima” da indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF). Após perder a reeleição da Presidência do Senado, Alcolumbre conseguiu ser Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. “Eu ainda aguardo a sabatina do André Mendonça no Senado Federal. Ele [Davi Alcolumbre] age fora das quatro linhas da Constituição”, ressaltou Bolsonaro.
Alcolumbre segurou a indicação de Mendonça por mais de 100 dias, fato que irritou o Planalto. Isso, sem falar nos pedidos de impeachment de ministros do STF que continuam inexplicavelmente engavetados no Senado, que tem a função de fiscalizar o Judiciário. Ao final, Alcolumbre marcou a sabatina de Mendonça que foi aprovado e empossado ministro no STF.
Mas os problemas de Alcolumbre na República continuaram, e em novembro de 2021, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) Lucas Rocha Furtado pediu a abertura de uma investigação para apurar o suposto esquema de rachadinha no gabinete do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). A representação sugere a “adoção de medidas mais drásticas, tais como a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos”. Segundo a denúncia, o gabinete do senador teria contratado seis funcionárias com salário entre R$ 4 e R$ 14 mil, com a condição de que elas ficassem com apenas uma parte do valor.
Foi feita uma grande articulação política de aliados do senador para encobrir o caso e evitar que Alcolumbre fosse investigado e até cassado. Agora, Alcolumbre tenta se manter no cargo, apoiar a reeleição de Rodrigo Pacheco e tentar voltar no segundo biênio ao comando do Senado. Mas isso não passa de uma utopia…
RODRIGO PACHECO
Após o Planalto ser sido iludido e enganado pelo senador Davi Alcolumbre, a aposta do Planalto foi apoiar a figura do recém eleito senador mineiro Rodrigo Pacheco, advogado milionário para presidir o Senado.

No primeiro momento, Pacheco era o nome perfeito, apoiado por grandes partidos, de Minas, conhecedor do Direito e eleito na onda bolsonarista. Era perfeito demais para ser verdade…
Mas pouco tempo depois Pacheco de ter assumido o comando do Senado, Pacheco se afastou do Planalto e começou a flertar com ministros do STF e velhos conhecidos esquerdistas.
Em 2021, o presidente do Senado acatou a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e autorizou instalar a CPI da Covid-19. Ou seja: subordinou-se ao poder Judiciário! Ao final da CPI, o que se viu foi um festival de atos antidemocráticos, inconstitucionais e sem nenhuma prova de envolvimento do presidente Jair Bolsonaro com questões ligadas à Covid.
Também o que se viu na CPI foi um grane palanque para atacar o governo bolsonarista e proteger governadores e prefeitos denunciados por desvios de recursos públicos durante a Pandemia. Foi um circo armado sob a conivência de Pacheco.
Na decisão liminar, o ministro Barroso decidiu que a Presidência do Senado não tem a prerrogativa de deixar de instalar pedidos de CPIs que preencham todos os pré-requisitos técnicos. Para Pacheco, o magistrado desconsiderou o “juízo de conveniência” que julga ter, podendo decidir um momento mais adequado para a investigação.
É preciso lembrar que o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre disse que não existia a menor hipótese de ele levar adiante qualquer tentativa de investigação contra o STF em 2019. Para ele, a chamada CPI da Lava Toga criaria um embate desnecessário entre Legislativo e Judiciário… Alcolumbre enterrou a CPI da Lava Toga e engavetou pedidos de impeachment contra ministros do STF. A decisão de Barroso sobre a abertura da CPI da Covid foi baseada na tese de que a Presidência do Senado não tem a prerrogativa de deixar de instalar pedidos de CPIs… Mas não valeu para a instalação da CPI da Lava Toga.
E os problemas envolvendo Pacheco e Alcolumbre chegaram até o STF. Em julho de 2022, a vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, no exercício da Presidência, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) notícia-crime apresentada pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) contra o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e os também senadores David Alcolumbre (União -AP) e Marcos do Val (PODE-ES).
A peça aponta supostas condutas criminosas em tratativas relacionadas à distribuição de recursos públicos oriundos de emendas de relator do orçamento.Na Petição (PET) 10461, Alessandro Vieira transcreve trechos de entrevista de Marcos do Val à imprensa em que afirma ter recebido, com a intermediação de Alcolumbre, R$ 50 milhões das chamadas emendas de relator como demonstração de gratidão pelo apoio à eleição de Rodrigo Pacheco à Presidência da Casa em 2021. Para o senador, os fatos narrados configuram, em tese, a prática dos delitos de corrupção ativa, por Pacheco e Alcolumbre, e corrupção passiva, por Marcos Do Val.
Pacheco e Alcolumbre representarão um gigante retrocesso ao Senado Federal caso continuem em seus respectivos cargos. O Brasil mudou, o povo acordou e vê claramente a ausência dos senadores no momento mais importante do país, quando o povo não quer a volta de corruptos ao poder por meios nada republicanos conforme amplamente noticiado no exterior, já que aqui a censura é explicitamente criminosa, que cala jornalistas, donas de casa, empresários e até parlamentares eleitos da direita!
A dupla continua omissa e é acusada de prevaricar. Não há a menor chance deles continuaram no comando do Senado Federal por mais dois anos.
DAMARES ALVES
Ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a advogada Damares Alves conhece muito bem os bastidores da política, principalmente no Congresso Nacional, onde atuou por muitos anos em comissões e gabinetes. Ela também conhece a fundo a Constituição Federal e é articulada politicamente, além de ser muito querida por onde passa. Damares foi eleita senadora pelo Republicanos e é a grande aposta da direita para presidir o Senado Federal no próximo biênio.

Para isso, ela conta com os novos senadores eleitos nestas eleições e com os atuais eleitos em 2018 que se mantém fieis ao presidente Bolsonaro e, consequentemente, na defesa da democracia brasileira e na busca incessante pelo crescimento do país.
Damares é o antídoto contra a omissão covarde que assola o Senado desde Alcolumbre e Pacheco. É por esse motivo que a dupla tenta se organizar para continuar no comando da Casa, mas faltou combinar com o povo e com os novos senadores que não estão dispostos a fazer parte do jogo antipatriota e imoral da dupla deslumbrada pelo poder.
Nos bastidores do Senado, corre a informação que Damares será eleita presidente do Senado Federal, fará a diferença e ninguém mais se lembrará de Alcolumbre e Pacheco, dois senadores verdadeiramente inúteis ao país.
Chegou mesmo a hora de ter uma mulher forte e preparada no comando do Senado Federal para botar ordem na Casa.







