Desde dezembro do ano passado que o Distrito Federal foi tomado por outdoors com a foto da deputada federal licenciada e atual ministra da Secretaria de Governo. Em várias vias do DF os mesmos são vistos até hoje.
Flávia Arruda é esposa do ex-governador José Roberto Arruda, réu por corrupção no âmbito da Operação Caixa de Pandora e Panatenaico.
Pelo número de outdoors, acabou chamando atenção de outros políticos, agentes públicos e de advogados que questionaram em grupos nas redes sociais, quanto foi pago, quem pagou e se constitui abuso do poder econômico em ano eleitoral.
E quem não perdeu tempo foi a triatleta e advogada Adriana Mangabeira, que ingressou nesta segunda-feira (10) com uma REPRESENTAÇÃO no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal onde questiona a utilização de outdoors em ano eleitoral (vedado pelo Artigo 39 Parágrafo 8 da Lei 9.504-1997).

“É preciso que se respeite as regras eleitorais e que não haja abuso do poder econômico. Por outro lado, a ministra Flávia Arruda (PL) precisa explicar a origem do dinheiro do pagamento dos outdoors, configurando campanha antecipada. Na Representação que fiz junto ao TRE-DF, solicitei ainda que a Receita Federal informe a capacidade tributária de Flávia Arruda, e que ela seja condenada por abuso do poder econômico e que fique inelegível em virtude dos atos praticados. É uma vergonha o que ela fez ao DF. É preciso investigar e punir exemplarmente tal conduta que agride a disputa eleitoral. Vamos aguardar agora o posicionamento do Ministério Público Eleitoral quanto às denúncias”, afirma Mangabeira.
Por outro lado, Flávia Arruda deveria pensar melhor antes de encher a cidade de outdoors com sua foto. Afinal de contas, atualmente ela é ministra no governo de Bolsonaro, e, portanto, tudo o que o presidente não precisa atualmente é de ter problemas dentro do Planalto.







